sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Norma Gabriel Brito


Atriz e bailarina. Participa do grupo As Meninas do Conto, com os espetáculos "O Papagaio Real", "Porque o Mar tanto Chora" e "As Velhas Fiandeiras".

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Creio eu que talvez a produção dos curtas-metragens não tenha verba disponível para pagar por um serviço de assessoria de imprensa.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Acho que o bom e velho "boca a boca", ainda funciona muito bem e ter um recurso financeiro extra para pagar o "jabá" das emissoras de rádio e TV.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Não, todos os veículos e segmentos de arte são um grande campo de liberdade para a experimentação, até mesmo porque o momento político e a sociedade de hoje permitem mais espaço e liberdade para a experimentação, o que há trinta anos atrás seria bem complicado e muitas vezes até impossível.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Dependendo do tema e abordagem, acho que sim. Muitas vezes um bom curta pode abrir caminhos para se captar recursos maiores para se produzir um longa-metragem.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Pra mim, uma boa história a ser contada, um bom elenco de atores e um bom roteiro. Cinema e o teatro passam pelas mesmas dificuldades como arte em geral no Brasil, não há uma política cultural efetiva.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Não, não sou do ramo. Gostaria de atuar em algum curta, longa, etc.... Acho que o cinema é uma experiência enriquecedora para o ator, apesar de ser o grande veículo do diretor e o editor.

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