sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Janaína Suaudeau


Atriz e idealizadora. Nascida no Rio de Janeiro de um pai francês e mãe brasileira. Ela se forma com grandes nomes do teatro paulistano no Teatro Escola Célia Helena, Marcelo Lazzaratto, Ruy Cortez, Nelson Baskerville e Marco Antônio Rodrigues. Mudou-se para Paris em 2002 e seguiu o Cours Florent até 2004. De 2004 até 2007 formou-se no Conservatório Nacional Superior de Artes Dramáticas (CNSAD) com os professores Dominique Valadié, Andrzej Seweryn, Daniel Mesguish, Muriel Mayette. Foi dirigida por Tilly, Gildas Milin e Marcial Di Fonzo Bo. Atua em várias montagens, entre as mais importantes “La Ville” de Martin Crimp, direção Marc Paquien; “Strindbergman” a partir das obras de Strindberg e Bergman, direção Marie Dupleix (na qual foi produtora igualmente); “La Tempête…” de Shakespeare, direção Georges Lavaudant; “Claire en Affaires” de Martin Crimp, direção Sylvain Maurice.

No cinema interpreta o personagem principal no longa-metragem canadense “Serveuses Demandées” de Guylaine Dionne (produção Park Ex Productions). E em vários curtas-metragens, entre eles “Ils s’appelent tous Marlon Brando” de Mikael Buch; “La Meute” de Elrina O'Brien; “Bye, Bye Maman” de Keren Marciano (produção Mitiki) e; “Cellule” de Arno Ledoux.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
O que me faz aceitar qualquer outro tipo de produção: o texto e a equipe.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Já trabalhei em curtas-metragens com infra e sem infra. O que eu gosto na produção de um curta, é o aspecto condensado.  Tudo é muito intenso e rápido. Claro que há inconveniências nisso também, mas dá espaço à belas surpresas inesperadas. Sem contar que na maioria das vezes, é mais independente, então se sente menos a pressão dos produtores. 

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Não sou uma especialista no assunto, mas acho injusto que os curtas-metragens não tenham um espaço maior e único na mídia.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público? 
Adoro quando passam no cinema um curta-metragem antes da sessão de um longa. Assisti antes de “Monstros Universidade”, um curta belíssimo da Pixar, que conta a história de amor entre dois guarda-chuvas: “The Blue Umbrella”. Faz parte da política da Pixar, passar um curta inédito deles antes do longa-metragem. Acho essa ideia genial!

Ou senão, criar-se mais concursos de curtas. Na França por exemplo, a Kodak lançou um concurso de curtas de quatro minutos. O vencedor é projetado em grandes salas de cinema antes de um longa, no lugar daquelas propagandas intermináveis...

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Acredito que seja um bom campo de experimentação, sim. Até porque a pressão do setor financeiro é menor.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Não sei se é um trampolim, mas dificilmente um diretor conseguirá financiar seu longa, sem antes ter feito curtas que tenham tido uma certa repercussão.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Por não ter tido ainda uma experiência no audiovisual no Brasil, não saberia responder essa pergunta.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Penso em dirigir futuramente, mas acho que vou começar com uma peça e já será um grande desafio.

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