terça-feira, 22 de setembro de 2015

Ju Colombo


Atriz. Atuou nas telenovelas “Sete Vidas” e “Em Família”.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
A magia do cinema é muito sedutora, produzir e atuar em curtas traz a possibilidade de vivenciarmos este processo em um formato mais curto e não menos maravilhoso. Outro ponto bacana é a possibilidade de ousar na linguagem, aliada à liberdade de falar sobre o que se quer, sem o compromisso com a "venda" do produto, neste mercado restrito do cinema. 

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Atualmente, estou iniciando a produção de um curta sobre o universo afrodescendente. Em parceria com a Cia. de Teatro Heliópolis, Mario Masetti e a Redoma Digital, estamos vivendo uma experiência incrível. Formatar o roteiro, estruturar a produção com uma equipe jovem e cheia de vontade e, principalmente, trazer um argumento que abarque tão diversas e profundas experiência no universo do negro, tem sido ímpar. Que o resultado contemple este rico processo!

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Assim como em outras artes, esta é uma conquista que, aos poucos ganha amplitude, principalmente na cultura alternativa. Os veículos de divulgação ainda são direcionados para uma mídia de resultados que abafa a diversidade cultural. Temos um caminho a trilhar e esta responsabilidade é nossa, artistas comprometidos com a produção cultural proativa e não refém da manipulação negativa da informação e formação cultural.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público
Cada vez mais, em diversos espaços alternativos e educativos.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Certamente, as possibilidades de realização e criatividade são incríveis e amplas. Uma vez que o compromisso maior é com o que se quer comunicar, além das atuais facilidades tecnológicas para a realização, a produção de curtas é um próspero tubo de ensaio de linguagens!

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Experiência viciante, (risos). Penso também nas possibilidades profissionais oferecida, com as diversas áreas envolvidas na produção. É porta aberta para outras artes também.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Insistir no sonho e pensar em argumentos que dialoguem com as particularidades e necessidades da nossa cultura. Um olhar focado nas inquietações humanas com certeza ecoa na curiosidade das pessoas. 

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Vai rolar, (risos). Estou adorando esta possibilidade, 'inda mais ao lado de profissionais que admiro!

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