quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Aimée Espinosa


Atriz. Atuou no filme “Billi Pig”.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
O que me faz aceitar qualquer trabalho é o desafio, as experiências que eu posso viver ali dentro, o conhecimento e a diversão que pode me trazer. Os curtas são um espaço perfeito pra essa combinação! E tem um estilo aconchegante bem produzido que é uma delícia! Eles são um local incrível pra criar e experimentar!

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Os curtas que participei foram de final de curso e algumas brincadeiras entre amigos. É uma delícia! Os curtas tem uma característica que eu adoro, por ser algo de orçamento mais baixo as pessoas que fazem costumam envolver seus amigos nas produções, deixando o set com um clima ótimo. São ótimos profissionais e amigos, isso deixa o trabalho bem mais gostoso. Amo participar de curtas e me envolver em todas as etapas ou na maioria delas quando possível.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
A mídia e os jornais tendem a vender o que o público compra e pelo fato do curta não ser tão divulgado, eles costumam não divulgar, acaba sendo só em veículos específicos que abordam esse tipo de produto. 

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Acho que fazer eventos de exibição focando no público alvo do curta. Mostrando que o curta não é algo restrito à uma elite intelectual artística e sim algo acessível a todos, gostoso e interessante de ser visto. Exibições interativas, bate papo com elenco e equipe, tem diversas maneiras que chamam a atenção do público que são usadas para divulgação de longas, acho que chegou a vez dos curtas também serem valorizados.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Acredito que sim. É algo muito livre, claro que em longas também se experimenta mas é algo mais arriscado, a proporção é maior. Além do que em curtas você pode fazer com a sua própria câmera sem precisar de uma produtora ou um grupo de investidores por trás. Acho que essa autonomia dá liberdade pra uma maior experimentação.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
O curta é algo rápido, né? São poucos minutos que deixam um gostinho de quero mais. Eles vão criando uma vontade e um gosto de querer algo cada vez maior, onde possa mostrar mais a cabeça, o estilo, o universo do diretor e da sua equipe. Acho que é um trampolim e um trampolim incrível!! A experiência adquirida fazendo curtas é enorme! Desse jeito chega no longa com um conhecimento maior.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Acho que quando se acredita em um projeto e é algo sincero, verdadeiro de quem está fazendo já é um grande potencial pra vencer. Se cercar de bons profissionais, bom elenco, bom roteiro também é importante. Acho que não tem uma receita, tem trabalho, dedicação e acreditar que seu trabalho vai ser exatamente aquilo que você pensou que ele pudesse ser.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Com certeza! No final do ano passado criei coragem pra tirar os meus roteiros da gaveta e coloca-los nas minhas conversas com amigos e discussões. Vou começar a fazer meus próprios curtas, cuidando de cada etapa, cercada de bons amigos e igualmente bons profissionais. Faço faculdade de cinema e as aulas me impulsionaram a externar esse meu mundinho interior. Vou experimentando, com calma, no meu tempo, fazendo o que eu amo fazer pra ver um "filho" meu nascendo no final.

Nenhum comentário: