segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Carlos Antônio Rahal


Ator. ‘Abelhas - Ataque Mortal’, é um filme que consta em sua filmografia.  

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Depende. Às vezes, tem cachê. Às vezes, tem um bom roteiro. Às vezes, eu não tenho nada pra fazer e me divirto rodando um curta.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Difícil falar em experiência. Já fiz vários curtas e cada um tem a sua história. Em geral, trabalhei com diretores pouco experientes e de bastante talento. Nesses casos, eu acabo ajudando. Mesmo com diretores mais tarimbados, o ator acaba ajudando muito num curta, pois, pelo orçamento curto, a equipe é pequena, os recursos são mínimos... Pelo menos, eu já passei muito por isso.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acredito que seja pela falta de interesse e conhecimento dos jornalistas. Não existem mais críticos de arte no Brasil, em especial em cinema e teatro. Eles não entendem nada. E os editores de cultura são, em geral, incultos.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Como era antigamente: antes de cada longa, era exibido um curta. O problema é que estávamos na ditadura militar e qualquer lixo que exaltasse o Brasil grande ia para o ar. Ninguém tinha paciência para ver aqueles curtas péssimos feitos com dinheiro público.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Acho que sim. Se você errar num curta perde menos dinheiro do que errar num longa. E os curtas se prestam a narrativas mais ousadas, mais estranhas, mais experimentais. Não é toda hora que um filme como, digamos, "Quero ser John Malkovitch" emplaca. Então, para quem trabalhar nessa seara, é bom experimentar antes em curtas e médias.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Talvez. Mas tem cineastas que só funcionam bem em curtas.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Sinceramente, não sei responder esta pergunta.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Não é a minha praia.

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