quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Nicole Cordery


Atriz. Foi uma das protagonistas da mostra teatral "Strindbergman".

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
O roteiro, a personagem proposta, mas principalmente o universo do diretor.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Por ter morado um período longo fora do Brasil, eu só tive experiência com curtas e médias na França. O mercado de curtas em Paris é bem aquecido, acontecem muitos testes. Com exceção de três projetos em que fui chamada diretamente, ou porque os diretores me conheciam, ou porque pesquisaram a minha trajetória no site, todos os outros curtas que eu fiz foram através de testes. Com a internet é possível hoje em dia assistir os trabalhos de diretores desconhecidos e saber se aquele determinado universo lhe diz respeito. A minha experiência com curtas foi sempre muito positiva. Adoraria atuar em curtas no Brasil.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Não saberia te responder justamente por estar fora do mercado brasileiro. Eu acho que um bom curta é uma grande vitrine para diretores no momento de captação para novos projetos. Além de uma forma concreta de um diretor se desenvolver. Acredito que a falta de interesse da mídia por curtas-metragens esteja relacionada a falta de interesse dos distribuidores em passar curtas antes de longas-metragens, o que os tornaria acessíveis ao público em geral.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Alguma lei poderia assegurar que antes de um longa-metragem sempre houvesse a transmissão de um curta.

O curta-metragem para um profissional da atuação é o grande campo de liberdade para experimentação?
No campo de cinema sim, mas depende muito da direção. Ja tive experiência com diretores que, por estarem em inicio de carreira, não deixavam nenhuma brecha para a experimentação, justamente por quererem manter um controle absoluto de todo o processo, e exigirem que a atuação saia idêntica ao passo-a-passo do roteiro e dos desenhos criados no papel. Como já tive experiências com diretores que me deixaram completamente livres para propor e absorveram todas as minhas propostas para a criação do personagem.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Acho que não existe regra. Mas o portfólio de um ator com boas cenas de curtas metragens pode despertar o interesse de um diretor / produtor de elenco.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Não acredito em receitas...

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Não, gosto de atuar de estar do outro lado da câmera.

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