terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Julia Ianina


Atriz. Estreou no cinema em “Carandiru”, de Hector Babenco. “Casal” e “Fragma” são dois curtas-metragens que ela atuou.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Uma história interessante, um personagem que me desafie, alguém com quem eu tenha vontade de trabalhar.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Fiz seis curtas. Cada personagem exige um tipo de engajamento: já fiz aulas de pole dance, li Manoel de Barros, passei uma semana filmando num sítio. Cada trabalho exige uma atenção específica.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acho que a mentalidade geral ainda é a de que o curta é uma experimentação, um exercício de um novo cineasta antes de enfrentar o desafio de um longa-metragem -- a não ser que haja uma repercussão internacional, em Festivais, quando o curta passa a existir na mídia.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Não sei.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Acho que toda obra artística deve permitir a experimentação, o risco. Ao mesmo tempo, a experimentação pura (a experimentação pela experimentação) pode enfraquecer o resultado. Os curtas (e os longas) de que mais gosto são aqueles que transcendem o mero exercício.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Para o ator, o curta pode ser boa oportunidade de ganhar experiência e intimidade com a câmera, de conhecer pessoas e iniciar parcerias artísticas, de ter um bom material de trabalho para mostrar.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Não consigo imaginar o que seria "vencer no audiovisual". Um filme pode alcançar sucesso e não me interessar artisticamente. Mas o cinema tem uma vantagem -- em relação ao teatro, por exemplo: os filmes podem ser revistos. Então, uma obra que passou batida pode ganhar um novo olhar. O que eu busco é fazer meu trabalho da melhor maneira possível e encontrar artistas com quem eu me identifique.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Uma história com zumbis! (mentira, rs).

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