segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Marcelo Pacífico

Ator. Desde abril de 2007 faz parte do Núcleo de estudos para atores profissionais do Grupo Tapa, sob a orientação de Brian Penido e Guilherme Sant'Anna. Na televisão e cinema, protagoniza diversos curtas-metragens e também atuou em "Força Tarefa", série policial da TV Globo, ao lado de Murilo Benício.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Alguma característica artística que me interesse. Ou mais de uma, claro. Pode ser o roteiro, as pessoas envolvidas, o personagem, o local, o processo criativo.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
A minha experiência é positiva, sempre tive a sorte de pegar equipes envolvidas e profissionais. Um curta-metragem sempre começa em uma boa história e nos que participei o roteiro era sempre muito interessante. Assim, as filmagens sempre rolaram muito bem e o resultado final dos curtas que eu fiz são muito bons em sua média. Alguns premiados inclusive. Gosto muito de filmar curtas, gostaria de fazer mais.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Além de uma questão cultural, hoje em dia somos bombardeados por informação de todos os lados, a quantidade de notícias existentes e a consequente briga das mídias em chamar a atenção acaba banalizando muito o tipo de informação que recebemos e a qualidade com que são passadas. As artes em geral são artigo pouco absorvido pela nossa cultura, até porque as pessoas nem sabem como absorvê-la. Nas artes cênicas o espaço só é dado aos que já são famosos, fato. O espaço da maioria de nós artistas é muito restrita e normalmente só compartilhado por nós mesmos. Mas internet tem contribuído bastante para aumentar este espaço, acredito.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Não saberia responder, precisaria explorar mais este assunto específico. Mas é claro que se fossem exibidos em TV Aberta, ou nos cinemas antes dos longas-metragens, por exemplo, já seria um bom passo.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
É um dos. Acredito que em termos de cinema sim. Mas existem várias possibilidades em outras mídias. Inclusive a possibilidade de misturá-las.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Sim, acredito que seja um dos mais comuns.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Aha, se eu soubesse... Eu gostaria muito de poder participar mais do audiovisual brasileiro, adoro cinema e gostaria de ter feito e fazer muito mais nesta área. Assim, quem sabe, um dia eu descubra a receita. Deixo você publicar em primeira mão. Mas, sem dúvida, o amor ao que se faz é essencial.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Penso. É uma possibilidade.

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