sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Antonio Vanfill


Ator. Atuou no espetáculo musical “Rita Lee Mora ao Lado”.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Uma boa premissa, uma ideia instigante, trabalhar com um profissional que admiro e com o qual o dialogo será produtivo.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Eu sempre gostei da linguagem audiovisual, quando pequeno meu pai tinha uma câmera super oito e os próprios vídeos da família eu adorava produzir. Na adolescência foi um caminho natural eu me juntava com amigos e passava tardes inteiras roteirizando, gravando (em VHS na época ) e editando por pura diversão.

Quando decidi pela formação de ator uma das primeiras coisas que fiz na EAD (Escola de Arte Dramática – ECA/USP) foi produzir um curta-metragem com toda a turma. Durante esse mesmo curso conheci Leandro Goddinho que estava cursando cinema, como sempre gostei de trabalhar com cenografia e figurino ele me convidou para fazer a direção de arte do seu primeiro curta “Maria sem Graça”. Ali fundamos uma parceria muito rica, eu fiz mais dois curtas com Leandro dentre eles o “Darluz” que fiz também como ator e que teve uma trajetória super bacana com 38 prêmios conquistados.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
São raras as exibições e fora do circuito comercial o que acaba gerando demanda apenas para mídia especializada. Eu acredito muito no formato e acho que ele ainda terá um espaço luminoso na mídia. Com a internet e essa nossa necessidade contemporânea de dizer tudo em poucos caracteres haverá cada vez mais espaço para produções com forte conteúdo e tempo reduzido.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Lançamento direto na internet, coloca o curta na palma das nossas mãos.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Sem dúvida o maior espaço de experimento audiovisual que conheço.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
É um bom percurso.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Saber transformar necessidades em recursos, ter prazer em achar soluções alternativas para construir uma imagem.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Coming soon! (risos). Sim. Tenho um roteiro que quero muito dirigir.

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