sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Norma Blum


Atriz. Atuou nos longas-metragens “Cala a boca, Etelvina”; “Minervina vem aí”; “Pluft, o fantasminha”; “Jeitosa, um assunto muito particular”; entre outros.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Quando o tema me interessa. Foi assim com o média dirigido por Bruno Saglia para a BOXX Filmes que filmei no Rio em novembro passado. Ainda não vi o produto final.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Somente trabalhei em dois até agora.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acho que existe um preconceito contra o curta-metragem. No entanto ele é um veículo para divulgar novas linguagens, experiências, diretores e atores talentosos.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Na verdade os curtas-metragens e médias-metragens acabam ficando restritos aos festivais ou raramente a alguns canais de tevê. Acho que deveria haver espaço nos cinemas antes da exibição de um longa-metragem. Se há espaço para comerciais porque não para um curta-metragem?

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Com certeza. O Brasil ganha muitos prêmios internacionais com filmes publicitários. Pensando bem também são curtas-metragens. A diferença é que a verba dos comerciais é imensa.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Nem sempre. Mas pode tornar conhecido um aspirante a diretor, um técnico, um ator.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Se houvesse uma receita você não acha que alguém já a estaria aplicando? Infelizmente o cinema nacional (curtas, médios, longas) carece de uma política eficaz de produção. E o mercado está nas mãos de poucos e sempre os mesmos. No entanto está havendo uma evolução e novos talentos vão sendo revelados.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Tendo mais a dirigir documentários de média duração.

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