sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Bruno Fagundes


Ator. Atuou no curta-metragem "#13Noir", projeto independente dirigido por Felipe Solari e Pedro Urizzi.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
A primeira coisa, sem dúvida, é gostar do projeto. O roteiro é primordial. Acredito que um curta ou é genial em termos de linguagem e direção, ou tem uma excelente história. Sem dúvida, o conjunto todo deve ser bem amarrado.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Eu tenho um curta saindo do forno! Produzi junto com meus parceiros, a dupla (de direção e roteiro) Kid Burro, composta pelo Cesar Nery e André Saito. São dois gênios!!! Mas curiosamente, não fiz muitos curtas. No período que fiz faculdade participei de vários para quebrar-galho pra amigos cineastas. Nessa época fiz um ótimo curta de terror, me diverti muito. O meu último trabalho nesse formato foi o “13Noir” da Guilhotina Filmes, comandado pelos meus amigos Felipe Solari e Pedro Urizzi. Sou fã desses caras. O material ficou excelente, foram 13 atores incluindo Bruno Gagliasso, Giovanna Ewbank, João Gordo, Junior Lima, Leonardo Miggiorin, entre outros.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Eu acredito que é muito difícil as mídias fornecerem espaço pra cada curta que aparece por aí. São muitos. Mas já vi projetos brilhantes sendo divulgados em jornais, revistas. Se o curta-metragem for promissor, com certeza vai chamar atenção.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Acredito muito no poder da internet. É a nossa principal ferramenta de divulgação para baixos orçamentos. É só olhar pro "Porta dos Fundos". É um exemplo perfeito de genialidade na internet e viralizou, espalhou pelo Brasil todo. O problema é que tem muita gente fazendo coisas ruins também. É a dor e a delícia da internet. Qualquer um pode postar seu vídeo caseiro que, na maioria das vezes é a pior coisa do mundo.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Certamente. Hoje em dia então temos muitos editais que incentivam a criação, execução. Acho que o curta serve para isso. Pra testar, arriscar formatos novos!

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Ah, espero! (risos)! De qualquer forma, se o trabalho for bom, será visto. Isso sempre ajuda.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Olha, eu não sei, mas se você achar alguém que sabe, me avise!!!!! Mas na minha opinião, lutar pelo baixo orçamento com qualidade pode ser uma ótima saída. Temos que unir forças mesmo, juntar talentos e forçar nossos limites para criar algo inovador, emocionante, artístico e forte o suficiente. E claro, boas ideias, informação, talento. Vencer em qualquer meio no Brasil, é uma luta sobre-humana.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Esse projeto que produzi com o Kid Burro foi um processo bastante colaborativo. Ficamos meses na pré-produção. Pesquisamos muito, nos aprofundamos, buscamos referências. Quem sabe um dia? Amo arte, amo minha profissão, quero me arriscar, buscar caminhos novos. Mas ainda é cedo. Não tenho o talento deles, nem o talento da Guilhotina Filmes! 

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