sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Paulo Faria


Diretor e dramaturgo, fundador da cia Pessoal do Faroeste.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Conhecer e conviver coma forma de produção daqui da Boca do lixo. Todos os curtas que participei são daqui.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Trabalhei com ator em um, entrevistador em outro e como produção num terceiro. Mais do que fazer um curta é um curta na Boca do lixo, onde a forma de produção é bem diferente do que está nas faculdades e no mercado. As coisas são mais rápidas. É uma ideia na cabeça e uma câmera na mão. Além do que o curta de uma forma geral é uma forma de você aprender a conviver e dominar a rotina de uma filmagem. Além do que os curtas têm uma forma e público especifico. O curta-metragem não é simplesmente uma porta de entrada a um longa, ele tem uma linguagem própria.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Porque não tem sala para exibição.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Em programação paralela ao grande circuito. Ocupar salas menores, ou mesmo cineclubes.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Não acredito que seja essa a diferença. Um longa-metragem também pode ser um espaço de experimentação. O curta não está necessariamente associado como um campo maior de experimentação. Ele é diferente.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Não necessariamente. Um cineasta pode escolher fazer do curta a sua forma de expressão. É um forma de você ir descobrindo toda a rotina de uma filmagem. Numa escala menor. Mas não diria que é um trampolim para isso ou aquilo. Ele tem linguagem própria.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Existe? Tem que ter talento, proposição e técnica para se sobressair em qualquer linguagem.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Sim, claro. Assim como um longa. Estamos fazendo isso na Boca do lixo de São Paulo.

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