sábado, 22 de agosto de 2015

Perla Frenda


Atriz. Licenciada em Educação Artística, Habilitação em Artes Cênicas, pela Unesp (2003) e atriz formada pelo Teatro Escola Célia Helena (1997). Também atua como Arte-educadora em diversos projetos, como Guri Santa Marcelina e Teatro Vocacional. Também é autora da Coleção didática “Tempo de Aprender” (PNLD-EJA 2011), e “Arte em Interação” (Ensino Médio), ambas da editora IBEP.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Na verdade não participo muito de produções de curtas. Só fiz um até hoje. Não por falta de interesse, mas acho que porque meu trabalho está voltado muito mais a outras áreas, o que acaba gerando outros tipos de trabalhos. Penso que o que me faria aceitar participar de curtas é a proposta geral: assunto, história, personagens etc. Coincidentemente agora mesmo acabo de receber um convite para participar da elaboração de um projeto de um curta infantil. Me interessou por me parecer algo novo. Não tenho conhecimento de que se façam muitos curtas para crianças. Esta é minha área de atuação no teatro, então me pareceu bacana e uma área pouca explorada, que poderia dar um bom caldo.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Então, como comentei na pergunta anterior, só fiz um até hoje. Foi uma produção de conclusão de curso e faz bastante tempo.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acredito que porque o circuito de cinema está voltado para os longas-metragens e consequentemente a crítica e a mídia também. Me parece uma equação um tanto complicada de resolver: como criar espaço para salas de cinema exibirem curtas? Como fazer o público se dirigir ao cinema para ver curtas? Talvez unir vários em uma única exibição? Me parece uma possibilidade talvez.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Ops, acho que respondi na anterior... (risos). Mas penso que também há o espaço da internet. Vejo muita circulação de curtas pela net. Penso que é uma possibilidade viável de atrair mais público. Entre um trabalho e outro o cara para e vê um curta. Ou em casa, depois do trabalho. Só não sei se isso seria sustentável para as próprias produções, ou como seria possível ser.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Pensando que o curta ainda não está amarrado a exigências de mercado, justamente por ter pouco mercado, acredito que é sim. Quando não se tem ninguém ditando regras, certamente a liberdade se torna maior.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Não sei responder se é, mas acho que não deveria ser esse o objetivo, nem de diretores, nem de atores, nem de produtores. Se existe a intenção de afirmar essa linguagem como autônoma, independente dos longas, acredito que o ideal seja explorar as características e as possibilidades próprias dessa linguagem, e não fazer um curta para visar um longa. Vejo quase a mesma relação quando me perguntam se faço teatro pra alcançar a TV. Definitivamente não. São linguagens diferentes, e cada uma tem espaços diferentes também.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Não faço ideia...(risos). Mas acho que expus algumas possibilidades nas outras perguntas. Possibilidades de uma leiga, importante frisar.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Nunca pensei. Mas não descarto. Vai saber.

Nenhum comentário: