sábado, 22 de agosto de 2015

Ivana Arruda Leite


Escritora e mestre em sociologia pela USP e autora de diversas obras. Publicou alguns contos e romances, enfocados no universo feminino e juvenil. Seu primeiro livro, "Histórias da Mulher do Fim do Século", foi publicado em 1997. Cinco anos depois, Ivana lança outra obra com o mesmo tema: "Falo de mulher". Em 2003, a autora começa a explorar a juventude com o livro “Confidencial - anotações secretas de uma adolescente”.

O curta-metragem é o parente mais próximo do conto?
Sim. Acho que são primos. Ambos têm que contar uma história que emocione no menor espaço de tempo. São histórias redondas que te nocauteiam (pra usar o chavão dos chavões).

O curta, assim como o conto, tem a síntese como uma das suas funções mais importantes. Como é trabalhar com a síntese?
Como eu não sou de muita enrolação, digo que o conto está no meu DNA. Embora tenha gostado de me aventurar por narrativas mais longas. Gosto de gente que diz a que veio e vai embora sem mais delongas.

Qual é o texto, conto ou livro que a senhora publicou que daria uma ótima adaptação em vídeo, seja no cinema ou no curta-metragem?
Eu acho que meu romance "Hotel Novo Mundo" daria um ótimo longa-metragem. Quanto ao curta-metragem, adoraria ver muitos de meus contos na tela. Meu sobrinho Joaquim Castro (que montou o documentário “Jards”) adaptou um conto meu, "Titila", no TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) dele e ficou o máximo. Há pouco tempo umas alunas de um curso de comunicação fizeram o mesmo com "Quatro Dolores".

"Berenice", "Doroti, a mulher sereia", "O carro de Toninha", "Mulher é tudo igual"... Tenho muitos contos que ficariam lindões na tela. É só escolher.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
No Brasil, qualquer expressão cultural que saía do conhecido, badalado, do caminho já trilhado tem que rebolar pra aparecer. É assim em todas as artes. O conto, por exemplo, está numa péssima fase. Ninguém quer publicar livros de contos. A hora é do romance. Mas as ondas vão e vêm. Torçamos pelo refluxo da maré. O bom é que o público está se orientando por outros meios e não só pela grande mídia e a internet é uma poderosa ferramenta pra isso.

O cineasta, ou produtor, que estiver lendo a sua entrevista nesse exato momento, pode procura-la para pedir autorização para uma futura adaptação da sua obra em vídeo?
Claro!!!!!

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