quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Rita Batata


Atriz. Atuou nos curtas-metragens “Vácuo”, de Jatir Eiró; “Quero Ser Jack White”, de Charly Braun; “Memórias Sentimentais de Um Editor de Passos”, de Daniel Turini; “O Que Sara Disse”, de Dadi Pacheco; entre outros.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Curta-metragem é um formato que me interessa principalmente pela liberdade criativa. Por sua finalidade não comercial, já que seu mercado se restringe quase somente a festivais, me interessa a abordagem artística que ele propicia. O que me faz participar de um curta é a identificação com o projeto e com as pessoas envolvidas, e a possibilidade de experimentação artística.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Cada curta é uma experiência, portanto fica difícil falar assim tão amplamente... Em geral, filmei curtas de jovens diretores e roteiristas, longe de ser uma regra, mas praticamente um fato é que a grande produção de curtas-metragens vem de jovens cineastas que estão em busca do desenvolvimento de sua própria linguagem cinematográfica, por isso um momento extremamente precioso!

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Putz, a mídia em geral se interessa por produtos... e se mal temos lugar para os longas-metragens que fogem de uma abordagem comercial, o que se dirá de curtas? Curtas? Oi, o que é isso?

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Acho que isso entra numa questão mais ampla, como é feita a distribuição de filmes nacionais? Sejam curtas ou longas o espaço é bem limitado e opressivo...

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Parece que sim, mas nem tudo que reluz é ouro... (risos).

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Trampolim? Sei lá, me parece mais uma escada, mas do tipo rolante... não é porque você fez um longa que não pode mais fazer um curta... cada linguagem se propõe a uma finalidade e o que importa é o que você tem a dizer, como artista, digo.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
(Risos)... se alguém descobrir conta aí! O audiovisual brasileiro é um personagem de Monstros S/A!

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Tantos curtas-metragens já passaram pela minha cabeça que uma hora um deles escapa e vira filme! Quem sabe...

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