quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Jean Dandrah


Ator. Atuou no espetáculo teatral "Coriolano", dirigido por Esther Góes. Atuou também na peça "Laboratório Sexual" onde  assina a autoria do texto e a direção.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Como ator, tenho a intenção de exercitar meu ofício em todas as vertentes possíveis, ou seja, teatro, cinema, e TV. Visando colocar dignidade em tudo. Acho que isso é o que me move a trabalhar diretamente com a arte de representar. Em se tratando de curtas-metragens, a minha inclinação e motivação se dá, quando me deparo com um bom roteiro, assessorado por uma equipe capacitada que sabe o que quer fazer e onde pretende chegar com o mesmo.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
São, em suma, gratificantes. Tenho tido contato com diversas pessoas e suas experiências, pessoas, as vezes, mais jovens, eloquentes, com gana por realização. Observo que em muitos, falta estofo, técnica, malicia, ou seja, um estudo mais aprofundado. Tenho visto também, que sob muitos aspectos, num "set"  falta alma, sensibilidade, e rigor com os roteiros. Mas, de verdade, as experiências que tenho tido com os curtas-metragens que ando fazendo, tem me acrescentado muito. Me fazem pensar, despertam meu senso crítico sobre meu próprio trabalho, e salientam a necessidade de estudar cada vez mais, na intenção clara de aprimorar meu ofício.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Os curtas tenham espaços segmentados. E percebo que isso vem crescendo, de forma tímida... gradativa! Mas admito que é sem muita expressão, de fato.  Acho que a questão é cultural aqui no Brasil. Mas também faltam incentivos, crença no produto, e arrisco a dizer que falta também um pouco mais de ousadia por parte de quem produz. 

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Deveriam ocupar as salas de cinema, e/ou criarem espaços alternativos bem localizados voltados pra essa finalidade. 

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Sem sombra de dúvidas, é um grande exercício criativo, como todo e qualquer segmento artístico. Quando o trabalho vem embasado, estudado, e com alicerce tudo entra em validade absoluta. E se vem acompanhado de verdade, alma e sensibilidade  o experimento, seja ele qual for, já terá grande relevância.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Pode sim, ser um prenúncio. 

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Estudo aprofundado, técnica, competência, vontade, rigor, crença, foco, determinação. Fatores que nos movem em todos  os segmentos, e penso que no audiovisual não seria diferente.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Estou desenvolvendo uma série de web. Apostando num gênero especifico, mapeando o mercado, estudando a ferramenta, observando o crescimento do produto no segmento. No que se refere a curta-metragem, posso dizer que já tenho em mãos, alguns roteiros prontos, que precisariam ser lapidados. Penso que pra eu dirigir um curta, precisaria aprofundar mais em observações específicas, criar uma intimidade com a câmera e seu universo. Mas é algo que não descarto. Afinal, também sou diretor teatral, e penso sim que poderia amadurecer  a ideia e  abrir um  leque de possibilidades.

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