quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Renata Bosi


Atriz. É formada em Artes Cênicas pela Escola de Atores Wolf Maya, em Cinema pela Academia Internacional de Cinema, em Publicidade e Propaganda, pela Faculdade Presbiterina Mackenzie. Atuou nos curtas-metragens 'Luiza'', de Igor Angelo; “Uma Prova de Amor”, de Nefo Rodrigo; “Godard e o Operador de Telemarketing”, de Ricardo Alexandre Corsetti; entre outros.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Para mim, atuar é um imenso prazer, alegria e envolvimento. Amo minha profissão e o que ela causa nas pessoas. Enfim, a satisfação em estar realizando o meu trabalho, principalmente nesse veículo (cinema) que tanto me fascina, é o que me faz participar dessas e outras produções.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
É inacreditável como cada trabalho é único, analisando desde as equipes, os roteiros, os personagens e as experiências. Felizmente, todas as produções foram de extremo envolvimento agradável entre mim e a equipe.  Apesar das diferenças, o que as assemelham é o fato dos processos de teste, conhecimento do roteiro, reuniões, estudos e gravações. O resultado é algo que os diferencia bastante, às vezes até me surpreendendo, isso tanto negativamente quanto positivamente. Mas em geral sempre me dediquei, aprendi e procurei evoluir com as experiências que tive e, principalmente, me ‘deliciei’ muito com a inexplicável sensação satisfatória de estar em um set de filmagem.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acredito que seja por falta de interesse da maioria do público, o que é o fator decisivo para a escolha das publicações.  Sendo assim, a busca pelo sucesso das matérias midiáticas não é associada a divulgação desses projetos.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
O fato é que não há outro meio de atingir maior público que a TV aberta, que seja primeiramente lá então. Obvio que isso não é o bastante, como em qualquer projeto envolve-se dinheiro, para isso leis que incentivem. E assim consequentemente a divulgação passe além da TV aberta para grandes empresas. A intensificação das divulgações dos festivais de curtas também é imprescindível. Deve haver muitas outras soluções, mas sinceramente nunca parei para pensar nisso.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Sem dúvidas! No meu caso, em minhas experiências, sempre houve grande abertura entre mim e os diretores para minhas criações e experimentações. Acredito que todos os veículos são campos de liberdade de experimentação para o ator. Basta saber respeitar os limites, a obra, o que se propõem e principalmente o que é exigido pelo diretor. 

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa? 
Para mim ainda não foi, mas seria ótimo! (risos)

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Não existe receita para o que envolve a arte. Existe amor, entrega, envolvimento, compreensão, estudo, disponibilidade, querer, dedicação e acreditar.  Ação!

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Seria uma agradável experiência.

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