sábado, 28 de novembro de 2015

Nelzinha Espetáculo


Atriz. Produz e atua em um monólogo em homenagem a Chaplin.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Foi meio sem querer que surgiu a oportunidade. Fui convidada pelo meu diretor de teatro , fiz um teste e deu certo.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem.
Coisas novas, interessantes, seguir um caminho novo. Ser vista. Acrescentar alguma coisa pro mundo ser melhor.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acho que eles estão mais preocupados com produções caras e esquecem que um curta principalmente se for de baixo custo não vai dar ibope. Tenho certeza que estão enganados, pois tem muita gente boa nessa.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
A primeira coisa seria divulgação, talvez em praças públicas, espaços culturais abertos, escolas, aqui no interior pelo menos a divulgação é péssima.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Sem dúvida. Acho que da pra fazer muita coisa. Se der certo é gol, se não fica a experiência e a certeza de que tem que melhorar.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Pode ser que sim, mas não necessariamente. Às vezes pode ser uma coisa pequena que fica legal num curta e se virar longa vai ter que encher linguiça, acho que aí perde o sentido.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Duas xícaras de farinha.... Não é assim né. Infelizmente o nosso povo ainda não tem uma cultura para aceitar esse tipo de trabalho como profissão.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Dirigir não, penso em atuar. Gosto muito do teatro, mas acho que no curta tem como você interpretar bem e passar a mensagem que se quer.

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